Quatro Rodas

China bane maçanetas retráteis e isso afetará 60% dos carros produzidos

China bane maçanetas retráteis e isso afetará 60% dos carros produzidos

Depois de uma série de acidentes e de cogitar mudanças nas maçanetas retráteis, as autoridades chinesas oficializaram as mudanças e baniram esse tipo de maçaneta a partir de 2027. Veículos já aprovados e próximos do lançamento terão até 2029 para se adequarem as novas regras.

A decisão foi motivada especialmente após dois acidentes com veículos elétricos da Xiaomi. As colisões resultaram em incêndios e os socorristas não conseguiram abrir as portas eletrônicas dos veículos a tempo.

As novas regras são bem específicas. As maçanetas externas devem ter um rebaixo para as mãos e dimensões mínimas de 60 mm por 20 mm, o que garante a possibilidade de socorristas segurá-las e puxá-las. Há mudanças para o interior do veículo, que deverá ter sinalização visível de como abrir a porta em caso de emergência.

Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber.

Inscreva-se aqui

para receber a nossa newsletter

Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril.

Cadastro efetuado com sucesso!

Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã.

Continua após a publicidade

As maçanetas internas e externas devem ser instaladas em posições definidas. Além disso, segundo as novas diretrizes, não podem depender exclusivamente de sistemas alimentados eletronicamente, mesmo em casos de baterias reserva ou cabos de acionamento mecânico.

Solução é comum em veículos mais carosDivulgação/Quatro Rodas

A estimativa da imprensa chinesa é de que 60% dos carros atuais serão afetados com a medida. Apesar da medida ser local, deverá afetar toda a cadeia mundial de veículos, uma vez que a Telsa, por exemplo, é uma grande entusiasta desse tipo de maçaneta e o mercado chinês é o maior do mundo. Curiosamente, a medida parece não afetar veículos a combustão, ao menos de acordo com a Bloomberg.

Continua após a publicidade

Apesar da promessa de melhoria aerodinâmica, engenheiros apontam que a redução no coeficiente de arrasto é mínima e gera economia insignificante. Aliás, como o sistema todo pesa até oito quilogramas, o ganho aerodinâmico tende a ser anulado.

Outro ponto a favor das maçanetas convencionais está na confiabilidade. Uma marca chinesa relatou que 12% dos seus reparos em veículos novos estão ligados a maçaneta eletrônica. Por fim, o custo desse tipo de sistema é supostamente três maior do que uma maçaneta mecânica.

As maçanetas eletrônicas ainda se mostraram vulneráveis em situações de alagamento, uma vez que o sistema pode sofrer curtos-circuitos e impedir o funcionamento. Casos como esses foram relatos em Guangdong em 2024 durante uma temporada de fortes chuvas.

Publicidade

Leia a materia completa na fonte original:

Ver no Quatro Rodas

Compartilhar

Agradecimento Especial

AA
Andrey Andrade

Arquitetura, desenvolvimento e infraestrutura. 22+ anos criando sistemas de alta performance em Go que processam milhões de requisições.

andreyandrade.com
LU
LigadoUS

Estratégia de SEO, otimização para mecanismos de busca e posicionamento orgânico. Especialistas em SEO local para negócios brasileiros.

ligadous.com