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Jeep Grand Cherokee 4xe sai de linha no Brasil para marca focar em híbridos nacionais

Jeep Grand Cherokee 4xe sai de linha no Brasil para marca focar em híbridos nacionais

O Jeep Grand Cherokee 4xe não é mais vendido no Brasil. Em linha com uma diretriz global — que acabou com a produção do carro nos Estados Unidos —, a Jeep encerrou a importação do SUV híbrido plug-in. Lançado por aqui em 2024, com preço inicial de R$ 549.990, o modelo já teve seus estoques esgotados nas concessionárias e foi retirado do site oficial.

Não é a primeira baixa na linha de eletrificados importados da marca. O Jeep Compass 4xe já havia desaparecido do site da marca anteriormente. Na ocasião, a fabricante negou o fim definitivo da versão híbrida plug-in, afirmando que o modelo retornaria ao catálogo e que novas unidades seriam importadas conforme a demanda.

Divulgação/Jeep

Na prática, porém, o cenário foi outro. As últimas unidades do Compass 4xe disponíveis na rede eram ano-modelo 2023. A baixa procura pelo importado — cujo preço girava em torno de R$ 350.000 — inviabilizou a chegada de novos lotes, consolidando uma saída silenciosa do mercado brasileiro.

Com isso, o encerramento da oferta dos modelos 4xe importados — Grand Cherokee e Compass — abre espaço para uma estratégia de eletrificação focada em volume e custo-benefício. A Jeep passa a concentrar esforços na plataforma Bio-Hybrid, com a nacionalização da tecnologia para seus três utilitários produzidos em Goiana (PE): Renegade, Compass e Commander.

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A principal novidade técnica que assume o papel de vitrine tecnológica da marca é o sistema MHEV (híbrido-leve) de 48 Volts. Em vez do conjunto plug-in mais complexo dos antigos importados, a solução nacional aposta na combinação do motor flex com dois motores elétricos auxiliares.

Nessa arquitetura, um dos motores elétricos substitui o alternador e o motor de partida. O segundo é responsável por tracionar e auxiliar o conjunto térmico, acrescentando 28 cv de potência e 5,6 kgfm de torque ao sistema.

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A transmissão permanece a conhecida caixa automática de seis marchas da Aisin. A decisão da engenharia da Stellantis de manter esse câmbio prioriza robustez e facilidade de manutenção, além de permitir a integração com a nova gestão elétrica sem alterar de forma significativa a dinâmica de trocas já familiar ao consumidor.

O sistema é alimentado por uma bateria de 48 Volts, com capacidade de 0,9 kWh. Para não comprometer o espaço interno nem o volume do porta-malas, a engenharia posicionou o componente sob o banco do motorista.

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Uma central eletrônica gerencia a operação em tempo real, alternando entre os modos térmico, elétrico ou híbrido. O objetivo é reduzir consumo e emissões no uso urbano, permitindo que o motor a combustão permaneça desligado em situações de cruzeiro ou paradas, enquanto o sistema elétrico mantém os sistemas auxiliares e o movimento inicial do veículo.

A tecnologia Bio-Hybrid deve estrear na linha 2027 dos modelos nacionais. Com isso, a Jeep reposiciona Compass e Commander para disputar espaço diretamente com híbridos da Toyota, como o Corolla Cross.

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