Novo VW T-Roc roda no Brasil para viabilizar T-Cross híbrido
O futuro da Volkswagen no Brasil roda camuflado sob a carroceria de um T-Roc europeu. Um flagra recente, feito pelo canal Falando de Carro, revela uma mula de testes rodando no país para validar o conjunto mecânico que equipará a próxima geração do SUV compacto nacional. O modelo é peça-chave no investimento de R$ 16 bilhões anunciado pela marca até 2028.
A fabricante prepara-se para começar a produzir o motor 1.5 eTSI na fábrica de São Carlos (SP), substituindo o atual 1.4 TSI. A diferença técnica reside na adoção de um sistema híbrido, que pode ser um híbrido leve (MHEV) de 48V ou um híbrido pleno (HEV).
View this post on Instagram
A post shared by Renato Maia do Falando de Carro (@falandodecarro)
O motor 1.5 eTSI opera em ciclo Miller, uma variação que atrasa o fechamento das válvulas de admissão para priorizar a eficiência térmica.
Para compensar qualquer perda de fôlego em baixas rotações, entra em cena um turbocompressor de geometria variável (VGT), tecnologia antes restrita a motores a diesel. Sozinho, o motor a combustão entrega 150 cv e 25,5 kgfm, números parecidos com o antecessor, mas com uma queima de combustível muito mais eficiente.
Continua após a publicidade
O sistema híbrido pleno acopla um motor elétrico diretamente à transmissão. Diferente dos híbridos leves, este conjunto permite tração 100% elétrica em curtas distâncias e manobras urbanas.
–Divulgação/Volkswagen
Quando atuam juntos, a potência combinada atinge 170 cv. O torque é o grande destaque: são 31,8 kgfm (312 Nm), um salto considerável frente aos 25,5 kgfm (250 Nm) do 1.4 TSI atual sem eletrificção. Essa força extra anula o peso adicional das baterias de alta tensão instaladas sob o banco traseiro.
Continua após a publicidade
A Volkswagen promete um ganho de eficiência superior a 15% na comparação com sistemas híbridos leves. Na prática, isso deve traduzir-se em médias de consumo rodoviário e urbano que podem superar a barreira dos 20 km/l, dependendo da calibração final para o etanol.
Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber.
Inscreva-se aqui
para receber a nossa newsletter
Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril.
Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã.
Para comportar essa eletrificação, a Volkswagen utilizará a plataforma MQB Hybrid. Trata-se de uma evolução da arquitetura MQB-A0 atual, incorporando soluções da MQB Evo utilizada no Golf 8 europeu. Essa base mais moderna garante uma arquitetura eletrônica capaz de suportar novos assistentes de condução (ADAS) e sistemas de conectividade superiores.
Continua após a publicidade
Embora o flagra mostre a carroceria do T-Roc, o modelo europeu não será vendido aqui. Ele atua apenas como “mula” — um laboratório sobre rodas para testar motor e sistema híbrido. O design final do novo VW T-Cross será de responsabilidade da engenharia brasileira, mantendo a identidade visual própria da região.
–Divulgação/Volkswagen
A arquitetura MQB Hybrid também permitirá o aumento das dimensões gerais. Espera-se que o SUV ganhe porte para se distanciar dos outros SUVs compactos da marca – Nivus e Tera. O entre-eixos, atualmente em 2,65 m, poderá sofrer ajustes para otimizar o espaço interno e acomodar as baterias do sistema 48V sem comprometer o porta-malas.
A chegada da nova geração ao mercado está prevista para ocorrer entre 2027 e 2028. A Volkswagen utilizará o sistema híbrido em outros carros. Um dos modelos que devem ganhar uma versão eletrificada é a inédita picape Tukan, que estreará em 2027 como uma rival da Fiat Toro.
Publicidade
Leia a materia completa na fonte original:
Ver no Quatro Rodas